Saturday, February 17, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: 2.9 A Bomba secreta de Israel – Parte 2 + 3









MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR

O PRIMEIRO DIA


De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe




2.9 A Bomba secreta de Israel – Parte 2

Poucos dias depois, Israel rejeita a resolução 487 com a qual, em 19 de Junho de 1981, o Conselho de Segurança das Nações Unidas lhe ordena, entre outras coisas, de colocar todas as suas instalações nucleares sob a jurisdição da IAEA. Rejeita também as cinco resoluções que a Assembleia Geral emite, entre 1981 e 1989, sobre o armamento nuclear israelita. Na resolução de 15 de Dezembro de 1989  (44/121), a  Assembleia Geral «reitera a sua condenação à recusa de Israel em renunciar à posse de armas nucleares; exprime profunda preocupação pelo facto de Israel continuar a produzir, desenvolver e adquirir armas nucleares e a experimentar os seus transportadores; convida todos os Estados e organizações que não o haviam ainda feito, a não cooperar mais com Israel e a não lhe dar assistência no campo nuclear; pede, mais uma vez, que esse Estado coloque todas as instalações nucleares sob a alçada da jurisdição da Agência Internacional da Energia Atómica; reitera o seu pedido para que a IAEA suspenda toda e qualquer cooperação com Israel, que possa contribuir para a sua capacidade nuclear; pede, mais uma vez, ao conselho de Segurança, para tomar medidas urgentes e eficientes para que Israel se adapte à resolução 487 do mesmo Conselho». Nada disto acontece.

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 2.9 A Bomba secreta de Israel – Parte 2

 2.9 A Bomba secreta de Israel – Parte 3


PT -- GUERRA NUCLEAR: 2.9 A Bomba secreta de Israel – Parte 1







MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR

O PRIMEIRO DIA


De Hiroshima até hoje:

Quem e como nos conduzem à catástrofe




2.9 A Bomba secreta de Israel – Parte 1

Enquanto os EUA, a Grã-Bretanha e a União Soviética procuram impedir, com o Tratado de Não-Proliferação, que outros países entrem no club nuclear, do qual fazem parte, em 1968, cinco membros, um sexto país infiltra-se no círculo das potências nucleares, conseguindo não só entrar pela porta de serviço, do nuclear civil mas, uma vez lá dentro, a tornar-se oficialmente invisível: o convidado de pedra é Israel. No mesmo momento em que, em 1968, se torna aberto às assinaturas o Tratado de Não-Proliferação, ele está já a distribuir em segredo, as suas primeiras armas nucleares. A história sobre como Israel consegue construí-las, sem nunca revelar a sua existência, desenvolve-se no mundo escuro dos assuntos nucleares. 

O programa nuclear militar começa no mesmo ano do nascimento de Israel; em 1948, sob ordens do Ministro da Defesa, um grupo de cientistas efectua prospecções no deserto do Negev, à procura de urânio. Encontrado um mineral de baixo teor de urânio, aperfeiçoam um processo para extraí-lo e desenvolvem, também, um novo método para extrair água pesada, que serve de moderadora nos reactores nucleares. Neste ponto, Israel tem necessidade de um reactor. Para obtê-lo, volta-se secretamente para a França, com a qual já colabora no sector nuclear: cientistas israelitas participaram, no início dos anos 50, na construção de um reactor de água pesada e num projecto de reprocessamento, em Marcoule.

A resposta de Paris chega, sempre num envelope selado, no Outono de 1956, poucas semanas antes das forças israelitas invadirem o Sinai egípcio, para dar à França e à Grã-Bretanha a maneira de ocupar a zona do Canal do Suez, depois da nacionalização do mesmo, decidida por Nasser. Para recompensar Israel, logo que acaba a crise do Suez, o governo francês envia os seus técnicos para construir, no máximo segredo, um bunker subterrâneo em Dimona, no deserto do Negev, um reactor nuclear de 24 megawatt de potência. Para fazer chegar os componentes ao reactor, em Israel, o governo francês envolve-se em contrabando, declarando à sua própria alfândega, que são partes de uma fábrica de dessalinização, destinada, no quadro da cooperação internacional, a um país da América Latina.

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Friday, February 16, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: 2.7 A bomba N + 2.8 Os tratados sobre mísseis anti-balísticos e sobre a limitação das armas estratégicas





MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR

O PRIMEIRO DIA


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2.7 A bomba N

Em 1977 os EUA decidem construir a bomba de neutrões, a arma nuclear que provoca menor destruição e contaminação residual, de modo a poder ocupar, sucessivamente a área atingida, mas de mortandade mais elevada, devido à forte emissão de radiações imediatas, constituídas na maior parte por neutrões velozes de modo a penetrar mais profundamente nos materiais.

A possibilidade de desenvolver uma arma táctica nuclear deste tipo, tinha sido identificada pouco depois da invenção da bomba de hidrogénio. Alguns cientistas, empenhados nos estudos das armas nucleares, principalmente no Lawrence Livermore Laboratory, tinham trabalhado dos anos cinquenta aos sessenta, em torno do conceito de uma ogiva de radiação intensificada.

A ogiva nuclear de radiação intensificada ou a bomba de neutrões ou a bomba N, é considerada pelos estrategas americanos, uma arma «mais limpa» e de mais fácil emprego. Por cada quiloton de potência explosiva detonado, esta arma é capaz de matar um número de inimigos superior ao dos outros engenhos nucleares. Ao mesmo tempo, minimiza os danos nos edifícios e nas culturas, permitindo, depois de um certo tempo, a reutilização do território atingido.

Nos planos dos EUA, a bomba N é destinada a ser empregue numa guerra terrestre, na Europa, entre os países da NATO e os do Pacto de Varsóvia. Prevê--se o emprego, sobretudo, contra os soldados no interior de meios couraçados. Os tanques são resistentes, a uma certa distância do hipocentro da explosão, ao calor e à onda de choque. A sua couraça, por sua vez, é penetrada pelo fluxo de neutrões que matam os homens que estão dentro deles. Prevê-se, no entanto, que todos sejam imediatamente postos fora de combate: uma parte, depois de um ataque de náuseas, poderão recuperar as forças durante dias ou semanas antes de morrer, e sabendo que estão no fim, poderão combater até à morte.

Muitos expoentes militares americanos sustentam que o uso destas ogivas de radiações intensificadas, é mais preciso e aperfeiçoado, permitiriam uma «guerra nuclear limitada», circunscrevendo os danos ao campo da batalha.

2.8 Os tratados sobre mísseis anti-balísticos e sobre a limitação das armas estratégicas

É nesta fase que, em 26 de Maio de 1972, os EUA e a União Soviética assinam o Tratado dos Mísseis Anti-Balísticos (ABM),  que proíbe a distribuição de sistemas de mísseis destinados a interceptar os mísseis balísticos intercontinentais. A razão do tratado é clara: se uma das duas partes conseguisse realizar sistemas capazes de interceptar e destruir os mísseis da outra, iria adquirir uma vantagem nítida, pois que, nesse ponto, podia lançar um ataque surpresa, confiante sobre a capacidade dos próprios sistemas anti-míssil de neutralizar ou atenuar os efeitos de uma eventual represália da parte do país atingido. O Tratado, que entra em vigor em 1976, permite, a cada uma das duas partes, instalar uma única bateria de mísseis de intercepção, em volta da capital ou de uma única área onde se encontram as rampas de lançamento dos mísseis balísticos intercontinentais com base em terra (ICBM).

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PT -- GUERRA NUCLEAR: 2.6 Os mísseis balísticos com ogivas múltiplas independentes





MANLIO DINUCCI

GUERRA NUCLEAR

O PRIMEIRO DIA


De Hiroshima até hoje:

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2.6  Os mísseis balísticos com ogivas múltiplas independentes

Quando às palavras correspondem os factos, demonstram-no os Estados Unidos que, apenas dois anos após ter assinado o TNP, começaram a distribuir os ICBM Minuteman III com ogiva nuclear  MIRV (Multiple indipendently targetable reentry vehicle) : cada míssil transporta três «veículos de retorno», ou seja, três ogivas nucleares que, lançadas no apogeu da trajectória balística, ao tornar a entrar na atmosfera, dirigem-se, independentemente, sobre os respectivos objectivos. Com a tecnologia MIRV, cada míssil está, a partir deste momento, capaz de atingir mais objectivos, distantes uns dos outros, multiplicando assim a sua mortandade. Também a União Soviética lança, pouco depois, mísseis de ogivas MIRV, são os R-36M/SS-18 Satan, cada um armado de 8-10 ogivas nucleares independentes.
Desenvolve-se uma competição análoga no campo dos mísseis balísticos lançados do mar. Já a partir de 1964, os Polaris americanos da terceira geração, chegam armados, cada um, de três ogivas nucleares independentes: isso permite a um único submarino atingir com os seus 16 mísseis, 48 objectivos. Em 1969, a União Soviética reduz a vantagem nos confrontos dos EUA, instalando nos seus próprios submarinos, mísseis mais eficientes, os R-27/SS-N-6 Serb: um submarino nuclear da classe Yankee pode transportar 16 daqueles mísseis e lançá-los quando está submerso. Alguns anos depois, em 1975, são instalados os mísseis R-27 MIRV, cada um com três ogivas independentes. Neste ponto, também um único submarino soviético pode atingir 48 objectivos a mais de 3.000 km de distância.

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CASTELLANO -- La revisión de la postura nuclear: el mundo no sobrevivirá a la doctrina de los neoconservadores estadounidenses sobre la hegemonía mundial de EEUU


La revisión de la postura nuclear: el mundo no sobrevivirá a la doctrina de los neoconservadores estadounidenses sobre la hegemonía mundial de EEUU
por Paul Craig Roberts


Traducción de la Comunidad Saker Latinoamérica
El gobierno de los Estados Unidos está, claramente, en manos demoníacas. Estamos desbordando de pruebas. Toma hoy (02-02-2018) por ejemplo. Se publicó un informe del Comité de Inteligencia de la Cámara que es prueba de que el Buró Federal de Investigaciones, el Departamento de Justicia (sic) y el Comité Nacional Demócrata están involucrados en una conspiración contra la democracia estadounidense y el Presidente de los Estados Unidos, con todo el respaldo de la prensa prostituta (“presstitute”).
Como si eso no fuera suficiente, también se distribuyó hoy la nueva Revisión de la Postura Nuclear del Pentágono. Una revisión de la postura nuclear especifica la actitud de un país hacia las armas nucleares y su uso. En pasadas revisiones de la postura, las armas nucleares se consideraban inutilizables, excepto en represalia por un ataque nuclear. La suposición era que nadie las usaría. Siempre existía la posibilidad de que falsas alarmas de ICBMs (Inter Continental Balistic Missile) entrantes pudieran provocar que se presionara el botón nuclear, lo que desencadenaría el Armagedón. Hubo muchas falsas alarmas durante la Guerra Fría. El presidente Ronald Reagan estaba muy preocupado por una advertencia falsa que resultara en masiva muerte y destrucción. Esta es la razón por la cual su principal objetivo era terminar con la Guerra Fría, lo cual logró hacer. No llevó mucho tiempo a los gobiernos posteriores el resucitar la Guerra Fría.
La nueva postura nuclear de EEUU es una desviación imprudente, irresponsable y desestabilizadora, de la actitud anterior hacia las armas nucleares. El uso de incluso una pequeña parte del arsenal existente de los Estados Unidos sería suficiente para destruir la vida en la tierra. Sin embargo, la revisión de la postura nuclear exige más armas, habla de armas nucleares como “utilizables” y justifica su uso en Primeros Ataques incluso contra países que no poseen armas nucleares.
Ésta es una escalada insana. Le dice a cada país que el gobierno de EEUU cree en el primer uso de armas nucleares contra cualquier país. Las potencias nucleares como Rusia y China deben ver que se trata de un masivo incremento en el nivel de amenaza de los Estados Unidos. Los responsables de este documento deberían ser encerrados en manicomios, no dejados en posiciones políticas donde puedan ponerlo en acción.
Se culpa al presidente Trump por la agresiva postura nuclear de los EEUU anunciada hoy. Sin embargo, el documento es un producto neoconservador. Trump, tal vez, podría haber evitado la publicación del documento, pero bajo presión, como lo está por la acusación de que conspiró con Putin para robar a Hillary las elecciones presidenciales estadounidenses, Trump no puede permitirse enemistarse con el neoconservadorizado Pentágono.
Los neoconservadores son un pequeño grupo de conspiradores. La mayoría de los neoconservadores son judíos aliados con Israel. Algunos tienen doble ciudadanía. Crearon una ideología de la hegemonía mundial estadounidense, especificando que el objetivo principal de la política exterior de Estados Unidos es evitar el surgimiento de cualquier otro poder que pueda actuar como una restricción para el unilateralismo estadounidense. En tanto los neoconservadores controlan la política exterior de Estados Unidos, esto explica la hostilidad de los EEUU hacia Rusia y China y también el uso, por los neoconservadores, del ejército estadounidense para eliminar a los gobiernos en el Medio Oriente considerados por Israel como obstáculos para la expansión israelí. Durante dos décadas, EEUU ha estado librando guerras por Israel en Medio Oriente. Este hecho demuestra el poder y la influencia de los insanos neoconservadores. Es una certeza que personas tan dementes como los neoconservadores lanzarían un ataque nuclear contra Rusia y China. Los gobiernos ruso y chino parecen ser completamente inconscientes de la amenaza que los neoconservadores representan para ellos. Nunca he experimentado, en mis entrevistas con rusos y chinos, que tengan ninguna conciencia de la ideología neoconservadora. Posiblemente, es demasiado loco para ellos como para que lo entiendan.
Ideólogos como los neoconservadores no se basan en hechos. Ellos están tras su sueño de hegemonía mundial. Rusia y China están en medio del camino de esta hegemonía. Habiendo aprendido los límites del poder militar convencional estadounidense, donde después de 16 años la “superpotencia” estadounidense no ha podido derrotar a unos miles de talibanes ligeramente armados en Afganistán, los neoconservadores saben que invasiones convencionales a Rusia o China conducirían a la derrota total de las fuerzas armadas de los Estados Unidos. Por lo tanto, los neoconservadores han elevado a las armas nucleares hacia un arsenal de primer golpe, utilizable, que en el sueño neoconservador de la hegemonía mundial puede ser usado para destruir a Rusia y China.
Los ideólogos que se divorcian de los hechos crean un mundo virtual para ellos. Su creencia en su ideología los blinda frente a los riesgos, para ellos y para otros, que ellos imponen al mundo.
Está bastante claro que sin el completamente corrupto Departamento de Justicia (sic) de Obama y el FBI, y sin el totalmente corrupto Comité Nacional Demócrata controlado por Clinton y la absolutamente corrupta prensa prostituta de EEUU y Europa, que trabajan para destruir la presidencia de Trump al enmarcarlo como “agente ruso”, el presidente Trump, entendiendo que la revisión de la postura del Pentágono empeoraría, no normalizaría, las relaciones con Rusia, habría rechazado el documento demoníaco que amenaza a toda la vida en la tierra.
Gracias a los liberales/progresistas/izquierdistas estadounidenses, el mundo entero se enfrenta a una muerte nuclear mucho más probable que la que nunca nos haya amenazado durante la Guerra Fría con la Unión Soviética.
Gracias a su colaboración con el complejo militar/de seguridad y el corrupto Comité Nacional Demócrata de Hillary, los de izquierda/progresistas/liberales se ha desacreditado para siempre. Ahora es visto por todas las personas pensantes del mundo como un loco ministerio de propaganda para el plan de los neoconservadores de usar armas nucleares para eliminar las restricciones al unilateralismo de los Estados Unidos. El de izquierda/progresista/liberal ha endosado “hegemonía o muerte”.
Obtendrán la muerte. De todos nosotros.

PT -- GUERRA NUCLEAR: 2.5 O Tratado do Espaço Exterior e o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares







MANLIO DINUCCI

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2.5 O Tratado do Espaço Exterior e o 
          Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares
Neste ponto os EUA, colocados numa posição difícil, propõe à União Soviética um tratado sobre o uso pacífico do Espaço Exterior, tomando como modelo o Tratado do Antártico  estipulado no dia 1 de Dezembro de 1959 pelos EUA, a URSS e outros dez países, esse Tratado estabelece o uso pacífico da Antártida e proíbe qualquer actividade militar, inclusive as explosões nucleares experimentais.
Inicialmente Moscovo não aceita a proposta, porque quer associar a negociação sobre o uso pacífico do Espaço à das bases avançadas, pelas quais os EUA podem atingir a União Soviética. Finalmente, acaba por aceitar. Assim, é assinado em 27 de Janeiro de 1967, o Tratado sobre o Espaço Exterior,  aberto à adesão de outros Estados: o mesmo impede os signatários de colocarem armas nucleares ou outro  género de armas de destruição em massa na órbita terrestre, sobre a Lua ou sobre outros corpos celestes ou ainda, estacioná-los no espaço extra-atmosférico. O Tratado consente a utilização da Lua e de outros corpos celestes, exclusivamente para fins pacíficos, e proíbe expressamente o uso para efectuar testes sobre armas de qualquer género, conduzir manobras militares ou estabelecer instalações militares.
Imediatamente a seguir, em 1 de Julho de 1968, é estipulado o Tratado de Não-Proliferação de armas nucleares (TNP). Promovem-no os EUA, a Grã-Bretanha e a União Soviética que, preocupados com o facto de outros países quererem entrar  no círculo das potências nucleares, decidem estabelecer uma regra simples: quem está dentro, fica dentro; quem está fora, fica fora. Aderiram ao Tratado de Não-Proliferação, inicialmente, outros 59 países, mas não a França e a China, que o assinaram só em 1992. Não aderiram a Índia, o Paquistão e Israel.
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Thursday, February 15, 2018

PT -- GUERRA NUCLEAR: 2.4 A planificação do ataque nuclear






MANLIO DINUCCI

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2.4  A planificação do ataque nuclear
Em 1965/1967, o arsenal americano atinge um máximo superior a 31.000 armas nucleares, às quis se juntam mais 300 britânicas e 35 francesas, levando o arsenal global da NATO a mais de 31.500. A URSS supera as 8.000 armas nucleares, enquanto a China possui 25.
A par e passo com o crescimento do próprio arsenal, o Pentágono desenvolve planos operacionais detalhados de guerra nuclear contra a URSS e a China. Um portfólio/pasta de 800 páginas tornado público em 2015 pelo National Archives and Records Administration (NARA),  o arquivo do governo dos EUA; contém uma lista (até àquele momento top secret) de milhares de objectivos na URSS, Europa Oriental e China, que os EUA se preparavam para destruir com armas nucleares, durante a guerra fria. Em 1959, o ano a que se refere a «target list» redigida em 1956, os EUA dispunham de 12 mil ogivas nucleares e mais 80 britânicas, enquanto a URSS possuía cerca de mil e a China ainda não tinha nenhuma.Sendo superior também nos meios de transporte das mesmas armas nucleares (bombardeiros e mísseis), o Pentágono considera viável, um ataque nuclear.
O plano prevê a «destruição sistemática» de 1.100 campos de aviação e 1.200 cidades. Moscovo seria destruída com 180 bombas termonucleares; Leningrado, com 145; Pequim, com 23. Muitas «áreas povoadas» seriam destruídas pelas « explosões nucleares ao nível do solo, para aumentar a recaída/queda radioactiva. Entre estas, Berlim Oriental, cujo bombardeamento nuclear comportaria «implicações desastrosas para Berlim Ocidental». O plano não é levado a cabo, porque a União Soviética adquire rapidamente a capacidade de atingir os Estados Unidos.
Apesar disso – referirá sucessivamente Paul Johnstone, durante dois decénios (1949-1969), analista do Pentágono para a planificação da guerra nuclear – entre os estrategas americanos está, naquele período, «um consenso geral que, se bem que uma troca nuclear provocasse graves danos aos Estados Unidos, com muitos milhões de mortos e uma capacidade baixa imediata de sustentar a guerra, os EUA continuariam a existir como nação organizada vital e, finalmente, prevaleceriam, enquanto a União Soviética não seria capaz de fazê-lo.

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